Pesquisadores do Departamento de Anatomia Humana, Embriologia, Histologia e Ciências Médicas e do Departamento de Radiação Oncológica, da Ghent University, na Bélgica, investigaram 101 pacientes com câncer de cabeça e pescoço. O objetivo do estudo foi verificar a existência de uma associação entre radiossensibilidade cromossômica e predisposição genética neste tipo de tumor. Para tanto, Ruyck e colegas compararam este grupo de pacientes com 75 indivíduos controles.
De acordo com o artigo que aguarda publicação no British Journal of Cancer, durante o ensaio de G(2), realizado para medir a radiossensibilidade cromossômica, os autores perceberam que pacientes com câncer de cabeça e pescoço têm estatisticamente maior número de cromátides quebradas por indução de radiação do que controles. Ao comparar 26% dos pacientes com câncer com 9% dos sujeitos saudáveis, os pesquisadores notaram que o número médio de quebras cromatídicas induzidas por radiação foi maior em pacientes com câncer em cavidade oral (1.26 quebras por células, 38%) e em pacientes com câncer de faringe (1.27 quebras por células, 35%). Eles afirmam que a diferença entre pacientes com câncer e sujeitos saudáveis foi mais pronunciada entre grupos de pacientes com 50 anos ou menos e não fumantes ou fumantes leves - 10 maços ou menos por ano.
Desta forma, os autores concluem que "radiossensibilidade cromossômica avançada é um marcador de predisposição genética de câncer de cabeça e pescoço, e a contribuição genética é maior para pacientes com câncer na cavidade oral e faringe e para pacientes com início precoce e não fumantes ou fumantes leves".
By MedCenter Odontologia
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