Desde 2004, pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolvem estudos para adaptar a tomografia óptica a procedimentos odontológicos. A técnica que já era usada em oftalmologia e mais recentemente em dermatologia, tem mostrado eficiência no diagnóstico precoce de doenças. De acordo com matéria de Fabíola Bezerra publicada em novembro na revista “Ciência Hoje”, os pesquisadores acreditam que em breve a técnica estará disponível aos dentistas.
O físico Anderson Gomes, do Departamento de Física da UFPE e coordenador do projeto, explica na publicação que “A tomografia óptica é como um ultra-som. A diferença é que, nesse caso, é emitido um pulso de luz – e não uma onda sonora – e o resultado do exame é obtido a partir do eco desse pulso”.
Assim, o equipamento emite um feixe de luz por um LED (Diodo Emissor de Luz), sendo parte direcionada ao dente e parte refletida em um pequeno espelho, posicionado de forma estratégica. “Quando as duas luzes se recombinam, um sinal é obtido em um fotodetector é lido por um programa de computador, que constrói uma imagem com base nessas coordenadas”, explica Gomes na notícia.
Desta forma, a tomografia óptica permite a visualização em tempo real das imagens obtidas através de um computador, enquanto as radiografias tradicionais precisam ser reveladas. Uma outra característica da nova técnica é a alta resolução da imagem, que pode chegar a 10 micra (milésimos de milímetro), além da possibilidade de enxergar a polpa do dente, o que ajuda no diagnóstico de cáries mais profundas e problemas de canal. O equipamento atinge ainda, profundidade e ângulos que normalmente o Raio-x não atinge. Vale destacar também, que segundo os pesquisadores, ele emite radiação de cerca de 800 nanômetros, freqüência que não causa dano à saúde.
De acordo com a notícia, o protótipo do equipamento de tomografia óptica custa em média 20 mil dólares. Mas, Gomes afirma que o valor pode ser reduzido, pois são necessários basicamente um LED, um espelho especial, uma estrutura de caixa e um computador com um programa para a leitura do laser. Até agora, a técnica só foi testada em dentes extraídos, mas os pesquisadores acreditam que daqui a um ano, com o protótipo já em tamanho menor, conseguirão realizar testes em pacientes e futuramente disponibilizar a tecnologia aos consultórios.
By Medcenter Odontologia
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